POESIA
Poesia…Poesia
Poesia não é nada.
Não se come…não se bebe.
Não aduba a sementeira
Nem rega a terra lavrada.
Também não se vê!
Serve para quê?
Poesia, é o nada.
Dizem que está no verde dos campos,
Nas nuvens, no mar…
Até dizem que está no vento
E no tremer das folhas
Inundadas de luar.
Pode até estar no pensamento
De quem assim desejar
E na chuva, que cai, miudinha,
Ao fim das tardes de Outono.
Pode estar na tristeza
Ou na alegria,
…Poesia, Poesia!
Será que a Poesia é nada,
Ou será que tudo é
Poesia…?
O MEU POEMA
Não tem nome, o meu poema.
Para quê o nome, se me tem a vida
E o brilho do meu olhar.
Tem o silêncio das minhas lágrimas
O meu poema.
O meu poema, sou eu
Com o peito cheio de amor
E a alma, de saudades, a sangrar…
ALMA
Há uma quietude
Branda e bela
Pairando sobre a Terra
Quando, não sendo noite,
Deixou de ser dia…
O sol, que se escondeu,
Liberta um brilho no espaço
Que doira folhas, doira flores,
Doira a vida,
E me liberta do cansaço.
Sinto um misto de paz e melancolia.
Minha alma fica plena,
Voa, viaja até ao infinito
E eu, sinto-me um grão de pó,
Tão pequena!

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