sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

POESIA DE ANGELINA GALINHA

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA

Poesia…Poesia

Poesia não é nada.

Não se come…não se bebe.

Não aduba a sementeira

Nem rega a terra lavrada.

Também não se vê!

Serve para quê?

Poesia, é o nada.

Dizem que está no verde dos campos,

Nas nuvens, no mar…

Até dizem que está no vento

E no tremer das folhas

Inundadas de luar.

Pode até estar no pensamento

De quem assim desejar

E na chuva, que cai, miudinha,

Ao fim das tardes de Outono.

Pode estar na tristeza

Ou na alegria,

…Poesia, Poesia!

Será que a Poesia é nada,

Ou será que tudo é

Poesia…?

 

O MEU POEMA

Não tem nome, o meu poema.

Para quê o nome, se me tem a vida

E o brilho do meu olhar.

Tem o silêncio das minhas lágrimas

O meu poema.

O meu poema, sou eu

Com o peito cheio de amor

 E a alma, de saudades, a sangrar…

 

ALMA

Há uma quietude

Branda e bela

Pairando sobre a Terra

Quando, não sendo noite,

Deixou de ser dia…

O sol, que se escondeu,

Liberta um brilho no espaço

Que doira folhas, doira flores,

Doira a vida,

E me liberta do cansaço.

 

Sinto um misto de paz e melancolia.

Minha alma fica plena,

Voa, viaja até ao infinito

E eu, sinto-me um grão de pó,

Tão pequena!

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