BAIXAR A GUARDA
Quando apareces formosa
Vestida só de luar
Mesclados os teus cabelos
Em tonalidades de âmbar
Me olhas provocadora com
Teus olhos puro mar
E espalhas por onde passas
A graça do teu andar
E a beleza do teu encanto
Qual sereia do mar
Teus lábios em meus ouvidos
Como que a sussurrar
Que a luz que de ti emana
Tem o dom de enfeitiçar
Eu cedo, eu baixo a guarda
E rendo-me ao verbo amar
PELAS CRIANÇAS, SENHORES, PELAS CRIANÇAS !
Não quero um mundo de guerra, tiros, bombas e explosões
De sobressaltos, de perdas, de chacinas e violações
Não quero um mundo de tortura, de degradação e horror
Ver crianças indefesas sucumbir à falta de amor
Não quero um mundo de fome, de medo e manipulação
Da supremacia de quem acha que não deve justificação
Não, não quero um mundo cruel, carrasco, demolidor
Nem nos olhos duma criança quero ver sombra de dor
O FEITIÇO DA LUA
Quando o céu abraça a terra
no seu manto de luar
Quando a prata vira feitiço
e toma conta do mar
Quando me apanhas incauta
na magia do teu olhar
Sonhando o mundo se perde
perdido só por te amar
LIBERDADE Utopia ou Realidade ?
Foi dia feliz para um espermatozóide
Encontrou um óvulo que o acolheu
Vitória, vitória, começou uma história
Que viagem linda será esta, Deus meu !
Mas o embriãozinho que foi crescendo
No útero materno tão aconchegado
Foi fruto de desmando não consentido
Perpetrado por um ato vil e acobardado
Na ética e valores teu carácter formarás
Prometeu esta mãe ao embrião a crescer
Nascerás para a liberdade e digno serás !
Acalentou uma vontade forte e inabalável
Cimentou uma certeza tudo menos fugaz:
O teu direito à vida é real e inegociável !
Porque a maldade não é coisa tolerável !
Nem o bem pode, jamais, ser descartável !
O POETA
O poeta pincela a dor
De branco, azul e rosa
E passa a chama-lhe flor
Qual mentira piedosa
Criada por um fingidor

Sem comentários:
Enviar um comentário